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Arquitetura no resto da Europa Na maior parte das nações européias, o Renascimento raras vezes alcançou a pureza a que chegou na Itália, com exceção talvez da França, que no início do século XVI empregou amiúde as ordens clássicas e, no reinado de Francisco I, falecido em 1547, adotou uma forma prematura de maneirismo cujo centro de irradiação foi o palácio de Fontainebleau. Na Inglaterra, empregaram-se sobretudo os motivos renascentistas como decoração. Um exemplo é a torre das Cinco Ordens, erigida por Thomas Holt, em Oxford, no ano de 1602. A estrutura arquitetônica, porém, manteve-se fiel à verticalidade do gótico. Também a Alemanha conservou a tradição gótica medieval, com predomínio do ornamento, que tornou sua arquitetura fortemente identificada com o barroco. Na Espanha e em Portugal, os remanescentes árabes e góticos deram lugar a dois estilos renascentistas caracterizados pela rica decoração das fachadas: o isabelino espanhol, que logo passou a chamar-se plateresco (Universidade e Casa das Conchas, de Salamanca) e o manuelino português (mosteiro dos Jerônimos, em Belém). Na Espanha, porém, o Renascimento produziu um monumento de cunho classicista, o mosteiro de San Lorenzo de El Escorial, construído por Juan de Herrera entre 1563 e 1584 por ordem de Filipe II, e cujo abstracionismo geométrico simbolizava a austera moral da Contra-Reforma. Fonte: Enc. Brt. Adp.
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